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11 de maio de 2018

Pesquisa mostra cenário da logística para o e-commerce brasileiro

Pesquisa mostra cenário da logística no e-commerce brasileiro

A cada dois anos, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e a ComSchool realizam uma pesquisa com lojistas e empresas de varejo sobre a logística no e-commerce brasileiro. O estudo mais recente – divulgado neste ano com base em dados de 2017 – avaliou armazenagem, transporte e manuseio.

Foram 544 questionários respondidos por empresas de varejo de bens de consumo. Considerando o universo de 22 mil lojas virtuais ativas, segundo a ABComm, a margem de erro desta pesquisa é de 6%.

Veja as principais informações coletadas pela pesquisa.

Armazenagem

Quando perguntados sobre a estrutura da operação de armazenagem, 86,1% dos entrevistados disseram ter estrutura própria. As principais vantagens deste modelo são custo mais baixo e maior controle sobre a operação. Por outro lado, baixa elasticidade em datas sazonais e menor poder de barganha com transportadoras são exemplos de desvantagens.

O restante dos pesquisados se divide em estrutura terceirizada (5,7%) e uso das duas estruturas, própria e terceirizada (8,2%).

Estoque compartilhado

Ainda em relação à armazenagem, a maioria dos entrevistados, 74,6%, não utiliza estoque compartilhado com fornecedores – modelo consignação ou dropshipping. Já 16,8% dizem compartilhar estoque para uma parte do catálogo de produtos e apenas 8,6% responderam ter todo o catálogo compartilhado.

Custos logísticos

O frete ainda é o que maios pesa nos custos da logística no e-commerce, com 58,1% das respostas. Gastos com armazenagem vêm em segundo lugar, com 21,5%, seguido de custos com manuseio dos produtos, com 20,5%.

Tipos de frota

Sobre os tipos de frota utilizados para a entrega das encomendas, os entrevistados puderam marcar mais de uma alternativa. Mais de 80% utilizam o serviço dos Correios, 50% utilizam também frota privada e apenas 12,3% dizem usar apenas frota própria para o transporte.

Satisfação com serviço dos Correios

A pesquisa da ABComm perguntou às empresas sobre o serviço prestado pelos Correios. Quase a metade dos entrevistados (43,9%) consideram os serviços péssimos ou ruins, 33% consideram razoável e 21,4% acham o serviço bom. Apenas 1,7% dos pesquisados estão muito satisfeitos e veem como excelente os serviços da companhia de transporte.

Principais problemas com Correios

Atraso na entrega é o principal problema enfrentado pelos comerciantes online, com 78,4% das respostas. Demora nas tratativas vêm em segundo lugar, com 45,7%, seguida por extravios (43,6%) e preços abusivos nas taxas (39%). O descaso dos Correios com os lojistas foi apontado em 36,5% das respostas.

Quem paga o frete?

A pesquisa quis saber, também, quem paga o frete da entrega. Apenas 12% dos lojistas assumem este custo. Para 54,1% dos pesquisados, é o cliente quem paga a conta, e 33,9% dos comerciantes dividem o gasto com o consumidor.

Por que oferecer frete grátis?

Os entrevistados foram questionados sobre por que oferecem frete grátis em alguns casos: 75,8% disseram que é para aumentar a taxa de conversão; 42,2% usam esta estratégia para aumentar o ticket médio; 39,8% esperam captar novos clientes; e 13% dizem que é apenas porque os concorrentes também oferecem, mas que se estes pararem, também deixarão de arcar com o frete.

Quais os melhores períodos sazonais?

Por fim, a ABComm quis saber em quais épocas do ano as compras aumentam significativamente. Em quinto lugar ficou o Dia dos Pais, com 66%, seguido do Dia dos Namorados, com 68%, e do Dia das Mães, na terceira colocação, com 69%.

O Natal apareceu em 76% das respostas e a Black Friday, em 78%. Porém, segundo a própria Associação, cerca de 33% das compras da Black Friday são de pessoas antecipando os gastos de Natal.

 

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